SANTA MARIA

"História e Atrativos Turísticos"
23 Setembro 2021

SANTA MARIA, é uma cidade polo da região central do estado do Rio Grande do Sul, localizada a cerca de 290 km da capital Porto Alegre.

A cidade surgiu no final do século XVIII, a partir de um acampamento militar da Comissão Demarcadora de Limites, que tinha a função de fixar os limites entre terras de domínio espanhol e português que passavam pela região. Esse acampamento estava localizado onde hoje está a Praça Saldanha Marinho, no centro da cidade. Em 1801 a Comissão Demarcadora é dissolvida, mas o povoado que tinha se estabelecido ali permaneceu, dando origem à cidade.

Entre o final do século XIX e o início do século XX, Santa Maria cresceu muito com a implantação da ferrovia, período no qual a população se multiplicou e a cidade viu surgir inúmeras construções. Boa parte do patrimônio histórico de Santa Maria está relacionada com esta época, como a Gare da Estação Ferroviária, a Vila Belga, os casarões da Avenida Rio Brancos, etc.

Na Avenida Rio Branco também está situado o maior conjunto contínuo em Art Déco da América Latina, e o segundo das Américas.

Por abrigar inúmeras instituições de ensino superior, dentre elas a Universidade Federal de Santa Maria, a primeira universidade pública localizada fora de uma capital, Santa Maria é conhecida como “Cidade-cultura”. A presença das instituições de ensino superior e de outras várias entidades ligadas à educação faz com que a cidade se destaque pela realização de eventos acadêmicos, técnico-científicos e de outras tipologias em dimensões de âmbito regional, estadual, nacional e internacional.

A cidade também faz parte de uma região que possui um importante acervo paleontológico. A Formação Santa Maria, que se estende de Mata até Venâncio Aires, foi reconhecida pela revista Guinness como o local onde foram encontrados os primeiros e mais antigos dinossauros do planeta Terra.

A cidade tem a religiosidade no nome, herança dos portugueses que trouxeram o catolicismo. Mas coube aos italianos a missão de fixar seus valores espirituais com a construção de igrejas, como a Catedral Metropolitana de Nossa Senhora Imaculada Conceição e a Igreja Nossa Senhora das Dores. Os alemães também consignaram suas crenças no cenário urbano ao construir a Igreja de Confissão Luterana, cujos sinos vieram da Europa no final do século retrasado.

No entanto, Santa Maria não se resume a estas duas religiões. Há espaço para todos os credos e cultos, muitos deles com templos oficiais, como os judeus e a Sinagoga Itzak Rabin e os anglicanos e a Catedral do Mediador.

Pela cidade é possível contemplar a arquitetura, a história e a arte dos templos religiosos. Entre os destaques estão as magistrais pinturas do interior da Catedral Metropolitana, obra do famoso artista italiano Aldo Locatteli.

A Romaria da Medianeira é um evento que reúne em torno de 200 mil romeiros na procissão que se realiza anualmente no segundo domingo do mês de novembro, partindo da Catedral Metropolitana até à Basílica da Medianeira.

Crédito das fotos: Arquivo da Prefeitura Municipal de Santa Maria.

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FAXINAL DO SOTURNO

"História e Atrativos Turísticos"
23 Setembro 2021

FAXINAL DO SOTURNO, situado na zona fisiográfica da Depressão Central, entre a Serra de São Martinho e o Vale do Rio Jacuí, é formado por territórios desmembrados de Cachoeira do Sul e de Júlio de Castilhos. Limita-se ao norte com os municípios de Nova Palma e Ivorá; ao sul com o de São João do Polêsine; a leste com o de Dona Francisca e a oeste com o de Silveira Martins. Está distante 220Km da capital do estado, Porto Alegre, e a 45 Km de Santa Maria cidade considerada Coração do Estado do Rio Grande do Sul.

            Historicamente, Faxinal do Soturno faz parte dos municípios da Quarta Colônia de Imigração Italiana do Rio Grande do Sul. A Quarta Colônia é uma região localizada no centro do estado, formada pelos municípios de Faxinal do Soturno, Silveira Martins, Ivorá, Dona Francisca, Nova Palma, Pinhal Grande, São João do Polêsine, Agudo e Restinga Seca. Recebeu este nome por ter sido o quarto centro de colonização Italiana no estado. Colonizados por imigrantes italianos, constata-se diariamente a presença desta cultura que se manifesta nos costumes, hábitos, culinária, nos monumentos, nas diversas festas e na vivência religiosa de sua gente.

        Emancipado em 1959 e atualmente com uma população aproximada de 6 mil habitantes, Faxinal do Soturno possui uma área territorial de 180 km², com um relevo bastante privilegiado formado por montes e vales, recortado por rios e cerros, o município é contemplado por um conjunto de belezas naturais.

          Ao longo do ano, são realizados diversos eventos e festas pelo interior do município e também pela cidade, a maioria delas em honra aos seus padroeiros (as) e regadas a muita comida e música italiana. Nosso povo tem orgulho de suas raízes e procura manter presente e passar para as próximas gerações todo o legado cultural que receberam dos seus antepassados.

            Seguindo as características dos municípios da Quarta Colônia, Faxinal do Soturno destaca-se pelos seus atrativos turísticos, pela gastronomia típica italiana e também pelo turismo religioso, já que no município é possível encontrar belas igrejas e capitéis que demonstram a fé e a devoção dos imigrantes que aqui chegaram.

Os atrativos turísticos mais relevantes de Faxinal do Soturno são:

Ermida São Pio de Pietrelcina:  Localizada no alto do Cerro Comprido, a pequena igreja foi inaugurada em 24 de outubro de 2004. A construção foi motivada pela devoção a São Pio do casal Cláudio Casassola e Lourdes Pauletto e como forma de agradecimento pelas graças alcançadas. A concretização material, arquitetônica e paisagística, foi realizada pelo engenheiro Paulo Pio Soldera e o artista que a confeccionou, Juan Amoretti, o qual teve grande apoio da Prefeitura Municipal de Faxinal do Soturno.

Gruta Nossa Senhora de Lourdes: Localizada na localidade de Sítio Alto, está distante 15 km do centro da cidade. Foi inaugurada no dia 25 de maio de 1958 em comemoração ao centenário da primeira aparição de Maria sob o título de Nossa Senhora de Lourdes. No local há um Salão de festas com capacidade para 800 pessoas, um riacho e uma Praça para receber os visitantes. No mês de fevereiro é realizada a Romaria Nossa Senhora de Lourdes.

Mirante Cerro Comprido: Localizado a 5km do centro da cidade, numa altitude de 528 metros, o mirante proporciona uma visão completa de toda a cidade. O local é de fácil acesso, sendo possível subir de automóvel e ao longo do caminho contemplar as paisagens exuberantes. Este local é propício para prática de esportes radicais de voo livre e para a realização de passeios ecológicos.

Museu Histórico Geringonça – Está localizado no interior do município, na comunidade de Novo Treviso considerada berço de Faxinal do Soturno. O conta a história da imigração e reúne um acervo de utensílios usados pelos primeiros imigrantes italianos que ali chegaram. O prédio que abriga o museu, inicialmente foi a Escola Sagrado Coração de Jesus, fundada pelas Irmãs da Congregação do Imaculado Coração de Maria por isso tem uma pequena capela em anexo. Mais tarde o prédio passou a pertencer ao Sr. Pio Ernesto Ceolin que no ano de 1994 doou para a Prefeitura Municipal com a finalidade  de instalar o Museu Histórico de Novo Treviso. Depois da obra de restauração do imóvel, passou-se então ao trabalho de montagem do museu. Novas peças foram doadas pela comunidade local e todo o restante do acervo, que já existia, foi catalogado e restaurado. O idealizador do Museu foi o Padre Daniel Cargnin e o nome foi escolhido pela própria comunidade, pois Geringonça foi o primeiro nome que Novo Treviso recebeu. 

Santuário Mãe Rainha - Construído no ano de 1950 por Eugênio Piovesan, o Santuário está localizado no Bosque Municipal, numa área de preservação ambiental, bem no centro do município. A devoção a Mãe Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt está ligada à campanha iniciada pelo diácono João Luiz Pozzobon em 1950 e incentivado pelo padre José Kentenich, fundador do movimento Apostólico de Schoenstatt. A Festa da Mãe Rainha é realizada no mês de outubro.

Museu Fotográfico Irmão Ademar da Rocha - Localizado no centro de Faxinal do Soturno, o Museu Fotográfico Irmão Ademar da Rocha reúne um acervo de aproximadamente 3.500 fotografias que retratam a história desde a década de 1920 até o ano 2000. São imagens que mostram a trajetória, os costumes dos imigrantes que povoaram e construíram o município de Faxinal do Soturno. Dividido em ambientes que retratam cada década, é possível verificar a evolução e o desenvolvimento com o passar dos anos. É uma viagem no tempo, afirma quem visita o museu. Este espaço foi uma iniciativa da Prefeitura Municipal de Faxinal do Soturno a partir do rico e vasto acervo, de imensurável valor histórico, deixado como legado pelo Irmão Ademar da Rocha, que foi um pioneiro e apaixonado pela fotografia e pelo cinema.

Igreja Matriz São Roque - A construção da Igreja iniciou em 1937 e sua inauguração ocorreu em 6 de janeiro de 1939. A efetivação da Paróquia só aconteceu em 15 de agosto de 1960. Suas pinturas internas representam o Antigo e o Novo Testamento, sendo uma criação do pintor e artista Ângelo Lazzarini. Teve como auxiliar o morador local, Sr. Fiorelo Orlandi, e como mestre de obras, o Sr. Luis Soldera. A Igreja Matriz São Roque é considerada uma das mais belas da Região da Quarta Colônia e está localizada na Praça Vicente Pallotti, área central do Município. As comemorações do padroeiro São Roque acontecem no mês de agosto, sendo o dia 16 feriado municipal de São Roque.

Créditos das fotos: Assessora de comunicação da prefeitura, Dara Luiza Hamann.

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SÃO JOÃO DO POLÊSINE

"História e Atrativos Turísticos"
23 Setembro 2021

SÃO JOÃO DO POLÊSINE, no sul do Brasil, Estado do Rio Grande do Sul, localizado na Região da Quarta Colônia, encontra-se a pequena e acolhedora São João do Polêsine, inicialmente  conhecida como terras de Manoel Py, mas com a chegada dos imigrantes italianos, pela semelhança do lugar com a Região Polesani, as margens do Rio Pó, ao sul da Itália e a escolha do padroeiro São João Batista, ocorreu a conjugação dos nomes passando a chamar-se São João do Polêsine.

O município com aproximadamente 2.635 habitantes, e que tem na sua essência a simplicidade do interior, encontradas no Distrito Turístico de Vale Vêneto e Distrito Recanto Maestro, na sua alma a hospitalidade incomparável e nas suas veias corre a cultura e a religiosidade de seu povo. A 280 km da capital Porto Alegre, São João do Polêsine, vem despontando no cenário turístico, com impressionante diversidade de atrações voltadas ao turismo cultural, turismo rural, turismo religioso, turismo paleontológico, turismo gastronômico e do cicloturismo. Além de ser a sede do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica (CAPPA), e do Geoparque Aspirante Quarta Colônia.

O município oferece infraestrutura para receber visitantes e turistas, hotéis e pousadas, além de hospedagens alternativas. A deliciosa gastronomia local é marcante no município, pois oferece aos visitantes opções variadas, o sabor inconfundível da típica comida italiana, como o tradicional risoto, sopa de agnoline e do bife à milanesa, saboreados nos charmosos restaurantes e nas festas nas comunidades e eventos, como na Festa Regional do Arroz, Festival Internacional de Inverno da UFSM e Semana Cultural Italiana de Vale Vêneto, bem como os cafés em ambientes aconchegantes, além de degustações em vinícolas e cachaçarias do município.

A cultura e os costumes da imigração italiana são marcantes em São João do Polêsine, roteiros que simbolizam a simplicidade da região, a religiosidade e as tradições do nosso povo, bem ao modo italianíssimo.

São João do Polêsine é formado por um conjunto de potencialidades tanto na área rural quanto na urbana. E apresenta-se como um local de diversidade, em todos os sentidos. Definido por cenários que encantam pela diferença, com destaque a paisagem que se exibe com força entre os verdes dos vales, e o colorido nas várzeas representadas pelo plantio do arroz, e pelas encostas cobertas por diversas culturas que se adaptam ao ambiente propício ao seu desenvolvimento.

São João do Polêsine é um lugar incrível e muito acolhedor pela riqueza que apresenta em seu patrimônio arquitetônico, cultural, arqueológico, bem como da história e da identidade deste povo que aliados à cultura, história e religiosidade possibilita realização de atividades de aventura, passeios em meio à natureza, conhecer as belas paisagens através de caminhadas de curto e longos percursos e conhecimento da gastronomia local, tudo isso em um só lugar, São João do Polêsine, espera você para descobrir, encantar, contemplar e amar a natureza e a cultura, que só se encontra aqui. Visite São João do Polêsine e experimente o prazer de sentir-se realmente vivo.

Atrativos Turísticos

- Réplicas dos Dinossauros Mais Antigos do Mundo na Praça Matriz

  • Dinossauro Buriolestes schultzi (Verde)

Idade: 233 milhões de anos | Tamanho pequeno (menos de 1,5m)
Publicação: 2016
É um dos dinossauros mais antigos do mundo, ancestral da linhagem dos pescoçudos (Sauropodomorpha) e era Carnívoro/insetívoro. O primeiro esqueleto descoberto está na ULBRA. O mais completo está no Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica (CAPPA) e inclui um crânio inteiro.

  • Dinossauro Gnathovorax cabreirai (Marrom)

Idade: 233 milhões de anos | Tamanho médio (mais de 2m de comprimento) Publicação: 2019
É um dos dinossauros mais antigos do mundo, e um dos primeiros grandes predadores da linhagem. Foi encontrado em um bloco de rocha com animais de mais duas espécies (um cinodonte e um rincossauro). O fóssil encontra-se no Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica (CAPPA).
Informamos que o Dinossauro maior na cor preta é ilustrativo.

- Distrito Turístico de Vale Vêneto

Movidos por questões econômicas, sociais, políticas o sonho pela fartura da terra e o desejo de prosperar um grupo de famílias italianas, vieram para o Brasil, instalaram-se em precárias condições, no chamado Barracão de Val de Buia, hoje Silveira Martins no aguardo de seus lotes de terra prometidos pelo governo brasileiro.

       A partir da sede de Silveira Martins, a fundação de Vale Vêneto se processou em dois momentos ao longo do ano de 1878. Em maio chegaram onze famílias e em outubro trinta e seis. Mais tarde foram chegando outras completando num total de 104 famílias, procedentes da mesma região do Vêneto, província de Treviso, norte da Itália. Levou este nome em homenagem à região de suas origens.

         Católicos, devotos os imigrantes trouxeram em suas raízes seus hábitos e costumes destacando-se a devoção para com os seus Santos onde logo construíram em madeira, uma capela dedicada a São Francisco, para reunir-se e rezar. Desde a fundação, Vale Vêneto apresentou um histórico de fé e religiosidade, características culturais marcantes expressas através da Igreja, Seminário, Colégio, capelas, capitéis, oratórios, Calvário.

Pelas suas belezas naturais, emoldurado por morros, pelo conjunto arquitetônico, preservação das tradições, Vale Vêneto, fez ganhar notoriedade e o título de Distrito Turístico do Município de São João do Polêsine, localizado na região central do estado do RS, a 45 Km de Santa Maria. Destaca-se por ser um local encantador pelos visitantes que chegam para desfrutar de momentos de lazer com suas famílias, degustar da gastronomia e da música nas confraternizações religiosas e festivas. 

Na história de Vale Vêneto, há marcos significativos construído pela força do trabalho união, fé de uma comunidade formada por famílias de coragem que jamais serão esquecidas. O patrimônio cultural faz parte de nossas vidas, somos responsáveis pela sua preservação tendo em vista a significância histórica que nos representa e pela contribuição que tornou o lugar turístico, condutor do desenvolvimento local, de integração e bem-estar de todos.                

  • Casa Ordem Palotina e Seminário Rainha dos Apóstolos

Pela influência da religião católica e pela falta da assistência religiosa aos imigrantes contribuiu para a vinda dos primeiros Padres Pallottinos onde foi fundado em 1892, a primeira casa de Ordem Palotina do Brasil e da América do Sul e a Décima Casa Palotina do Mundo, o Seminário Rainha dos Apóstolos.

  •  Igreja Corpus Christi

Com a chegada dos padres, foi pensado num espaço maior para celebrações eucarísticas e no dia 24 de janeiro de 1887, o Bispo Dom Sebastião Dias Laranjeira de Porto Alegre, autorizou o início da obra.  Para os imigrantes italianos uma bela igreja era símbolo de fé, coordenado os trabalhos pelos padres e o espírito de solidariedade do povo foram amontoando os tijolos, pedras roliças e madeiras. Em outubro do mesmo ano, dia da celebração de Nossa Senhora do Rosário foi colocada a primeira pedra e benta pelo Pe. Jacó Pfaendler.

A construção da igreja levou em torno de vinte anos para ser concluída, sendo inaugurada em 1907. Sabendo das dificuldades de construir a igreja, e por conhecer os Padres Palotinos, a obra deve-se também à generosidade de uma benfeitora inglesa que contribuiu com três mil liras para sua conclusão na condição que a mesma fosse dedicada a Corpus Christi. A consagração deu-se no dia 12 de dezembro de 1909, por Dom Cláudio José Ponce de Leão, Arcebispo de Porto Alegre, Matriz Corpus Christi – na época a única na América Latina dedicada a “Corpus Christi”.

A igreja era considerada como o elemento essencial do progresso do lugar, em torno dela acontecia toda a vida social da comunidade, inclusive, os armazéns que antecederam a construção da igreja, seus donos influenciavam para que a mesma fosse construída próximo de seus estabelecimentos, já que a religião era desejo de todos e era o lugar frequentado aos domingos, assim o armazém ficaria mais movimentado.

Considerada marco histórico-cultural e religioso no contexto onde encontra-se inserida, a Igreja Matriz Corpus Christi de Vale Vêneto é um referencial da religiosidade. Foi a partir da Paróquia de Vale Vêneto que a região se sentiu abrigada religiosamente, onde surgiram as paróquias de Ivorá, Nova Palma, Novo Treviso, Agudo, Restinga Seca, Faxinal do Soturno, São João do Polêsine.

  • Gruta Nossa Senhora de Lurdes

Um ponto de evidência é a Gruta de Nossa Senhora de Lourdes onde é possível encontrar fonte de água natural abençoada pelo Bispo, Mons. Pascoal Gomes Librelotto com água trazida da Gruta de Lourdes, da França. A modesta e simples edificação de pedras foi inaugurada a 24 de maio de 1942, como pedido de proteção, das grandes enchentes na época.

  • Museu do Imigrante Italiano Eduardo Marcuzzo

Destaca-se, também, no Distrito Turístico de Vale Vêneto o Museu do Imigrante Italiano Eduardo Marcuzzo, fundado em 26 de julho de 1975, para marcar as comemorações do centenário da Imigração italiana no RS. O museu teve sua inauguração em 1978, ano em que Vale Vêneto comemorava o seu centenário de fundação. O acervo foi constituído por objetos doados pela comunidade para preservar a sua história. Pode ser conferido no local o Memorial Pe. Clementino Marcuzzo, incentivador das tradições italianas em Vale Vêneto e na região da Quarta Colônia de Imigração Italiana. O Museu recebe crianças, alunos de escolas municipais e estaduais, adolescentes, universitários, professores, pesquisadores, turistas, visitantes, associações culturais, políticos de todas as esferas, comunidade em geral além de profissionais liberais que desejem ampliar o seu conhecimento sobre a história da imigração italiana.

  • Eventos: Festival Internacional de Inverno da UFSM e Semana Cultural Italiana de Vale Vêneto

Desde 1986, anualmente é realizado no Distrito de Vale Vêneto o Festival Internacional de Inverno da UFSM e a Semana Cultural Italiana de Vale Vêneto. Os dois eventos surgiram com o propósito de integração e aperfeiçoamento da música e a cultura italiana. Estudantes vindos de vários estados do país e exterior durante uma semana recebem aulas de músicas de professores nacionais e internacionais. A noite é realizado concertos abertos ao público em geral e atividades culturais acompanhados da gastronomia italiana. Os dois eventos conhecidos internacionalmente, trazem milhares de turistas apreciar o resgate das tradições passadas as gerações.

Um dos pontos de destaque na programação da semana é o desfile típico realizado no domingo de abertura onde moradores da comunidade, vestem-se de trajes típico da época e procuram simular para o público visitantes, blocos temáticos sobre costumes herdados dos imigrantes como, o cotidiano familiar, afazeres domésticos, trabalhos agrícolas, artesanato, gastronomia, diversões para reconstituir o passado e relembrar a tradição passada as gerações. 

  • Casa de Retiros Nossa Senhora de Lourdes e Pousada das Irmãs

A partir da chegada dos palotinos e como não havia verbas para a criação de escolas públicas e particulares na região de colonização italiana e pela necessidade de formação para seus filhos, os imigrantes uniram-se a congregações de padres, fundando o Colégio Nossa Senhora de Lourdes. A escola era organizada e dirigida pela congregação das Irmãs do Puríssimo Coração de Maria no interior do Rio Grande do Sul, especificamente em Vale Vêneto. Com ensino de boa qualidade e internato que no passado foi referência educacional no RS, projetou o nome do lugar para diversas partes do estado, do país e, até mesmo do exterior.

Ao longo de sua história de (1892-1980), passaram aproximadamente cerca de 23 mil alunos na sua maioria internos (meninos e meninas), procedentes de noventa e cinco cidades e localidades do estado que foram atendidos por 260 Irmãs da Congregação do Imaculado Coração de Maria. (Marcuzzo, 1992).  Atualmente, com novos objetivos a que a Instituição se propôs, acolhe todas as pessoas que desejam um lugar para momentos de reflexão e lazer. Possuem espaço e infraestrutura para todo o tipo de eventos formativos. Também parte do prédio foi locado para o Estado que dá continuidade ao ensino de 1º Grau da Escola Estadual de Ensino Fundamental Pe Rafael Iop.

Texto: Jacinta Pivetta Vizzotto

- Museu Casa João Luiz Pozzobon e Diácono João Luiz Pozzobon

Nasceu aos 12 de dezembro de 1904 em Ribeirão, São João do Polêsine, RS. Cresceu numa família profundamente religiosa e mariana. A partir dos doze anos trabalhou na lavoura com seus pais. Casou-se em 1928 com Tereza Turcato e teve dois filhos. Ficando viúvo, casou-se em 1933 com Vitória Filipetto, e teve mais 5 filhos.

Sempre honrou os deveres de esposo e pai. Exerceu a profissão de comerciante com hotel e depois mercearia. Em 1948 consagrou-se à Mãe e Rainha Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt no Santuário Tabor de Santa Maria, RS. Aos 10 de setembro 1950 recebeu a imagem da Mãe e Rainha para leva-la às famílias. Foi ordenado Diácono Permanente aos 30 de dezembro de 1972. Faleceu sendo atropelado, aos 27 de junho de 1985, indo para a missa no Santuário.

O processo de canonização foi aberto dia 12 de dezembro de 1994 em Santa Maria, RS. Em 2009 o processo foi encaminhado a Roma e se encontra na Congregação para a Causa dos Santos no Vaticano.

O Museu recebe turistas no final de semana, em grande número é necessário agendar, e dias de semana também com agendamento, na Prefeitura. Foi inaugurado em 1998. A casa, onde nasceu e viveu parte de sua vida, o Diácono João Luiz, foi reconstruída com recursos da Secretaria de Estado do Turismo em convênio com a Prefeitura Municipal e comunidade de São João do Polêsine.

O local guarda a história e a memória da vida do Diácono e sua família. Recebe visitantes/peregrinos oriundos de diversos Países, Estados e Cidades do Rio Grande do Sul.  No ano de 1999, recebeu 3.850 visitantes. O processo de canonização do Diácono João Luiz Pozzobon encontra-se em estágio avançado.

- Monumento Nossa Senhora da Salete

Localizado na sede do município. O monumento foi erguido em homenagem a Nossa Senhora da Salete, a padroeira dos agricultores, com 77 degraus, onde do alto a virgem olha pelos agricultores.

- Monumento Máquina a Vapor

Localizada em frente à Praça Matriz na sede do município. A Máquina a Vapor foi usada pelos imigrantes para irrigar as lavouras de arroz, tornando-se um dos símbolos da cultura do arroz no município.

- Painel Os Tropeiros

O Painel Os tropeiros é uma homenagem aos que conduziam seu gado até a ferrovia em Restinga Seca para serem vendidos em outras cidades. Vinham de Júlio de Castilhos pelo Sito e pernoitavam ali nos parceiros da Cooperativa da família Felice. E os tropeiros dormiam nos Galpões. Dia seguinte seguiam viagem pela Vila Ceolin, Três Vendas até a estação de Trem.

- Igreja São Pedro de Ribeirão

Para os italianos vida sem amor e religião não é vida. Os imigrantes tinha que em primeiro lugar, construir suas casas, a seguir suas Igrejas. Assim foi em todas as povoações da Quarta Colônia. O italiano ali chegando, dava início ao trabalho, religião e cultura. Não temos documento da fundação da Capela, mas temos vários depoimentos que testemunham a construção da Capela de pau-a-pique (barro) em 1884.

Durante a semana ela servia de sala de aula que eram administradas pelo professor, Giacomo Foletto, e, aos domingos, transformava-se em Capela, onde o povo se reunia para rezar o terço e outros cultos a Deus.  Temos informações que em meados de 1905 a 1906, um forte temporal a derrubou. Em seguida construíram no local, outra, de madeira.  Sabemos que ali foram rezadas missas mas não foram encontradas registros das mesmas.

Só em 1909, encontramos no Livro Tomo número 1 o registro das Escrituras do terreno doado e o requerimento que pede a licença. Em seguida foi lançada a pedra fundamental e iniciaram a construção. A Capela de Madeira permaneceu para as rezas aos domingos enquanto no seu exterior iam subindo as grossas paredes, plantadas no chão, mostrando-se imponentes para desafiar as intempéries do tempo.

O povo, em mutirão colaborou. Os construtores Biazus, Rapcetini e Baldissera trabalharam dias, meses e anos para concluí-la e entregá-la ao Povo.  Assim com uma grande festa e pompas, foi inaugurada a Capela.  Derrubaram a velha e conservando porém a torre de madeira.  A Capela passou por uma reforma e uma pintura geral mas a estrutura permanece a de 1917. A torre caiu. Mas precisava-se construir outra e colocar os sinos para que o povo pudesse, novamente, ouvir os sons das suas badaladas. Em 1937 o professor Guido Carlos Pasini desenhou uma nova Torre e na liderança contratou os pedreiros como Vicente Vendrame, Albino Guarienti e outros sob a chefia de Sr. Augusto Sppat. Convocou toda a comunidade para um mutirão.  Em 1941 a Torre foi concluída, graças ao árduo trabalho e dedicação dos pedreiros e do povo unido.

- REFORMAS DA IGREJA

 A Igreja foi inaugurada em 1917 com as dimensões de 23m X 10m.  Ela passou por uma reforma em 1955 e recentemente, tanto a Igreja como a Torres, receberam uma pintura geral. Trecho do Discurso feito pelo Sr. Olavio Foletto na ocasião da festa pela conclusão da pintura da Igreja e Torre, em 26 de dezembro de 1995. Em 1906 a Igreja passa por uma reforma e ampliação.

A Torre permanecia a mesma, uns 20 anos depois um vendaval derrubou-a. É construída uma provisória. Em 1937 Guido Carlos Pasini, com um engenheiro chamado Lápis, desenhou a planta e em 1941 foi inaugurada. Em 1955 a Igreja branca é restaurada e pinta de verde, cor da Torre. Coube ao Sr. Ramiro Dotto, Presidente desta comunidade presidir a restauração e pintura atual. As cores escolhidas ficaram a cargo de Maria de Lourdes Giacomini. A firma de Faxinal do Soturno. O Sr. Getúlio Vedoia, pintou esta obra.

Texto: Livro RIBEIRÃO Sua fundação, Sua história, Seu povo e Sua memória. Autoria: GRANADILIA FOLETTO. Ribeirão, 29 de junho de 1996.

- Festa Regional do Arroz

Criada inicialmente como reconhecimento e agradecimento pela colheita. A festa sempre se revestiu de um caráter religioso muito forte. A primeira festa foi realizada em 1956, por iniciativa do então Padre Roberto Nascimento, que idealizou uma celebração eucarística, seguida de um desfile dos plantadores e suas famílias.

Todos eram abençoados acompanhados de suas ferramentas e sua produção. A primeira Comissão organizadora foi composta, além do Padre Roberto, pelo Presidente da capela São João batista, Sr. Benjamin Bisognin e pelos paroquianos Leon Felice, Guilherme Albertti e Agostinho Borin, todos já falecidos.

Repetindo-se todos os anos, a festa tornou-se tradicional, cresceu e regionalizou-se, sendo hoje, uma das maiores festas da região. Iniciou como uma festa comunitária, e desde da sua 38º edição tornou-se oficializada pela Lei Municipal 024/1993, contando com o apoio integral da Prefeitura Municipal de São João do Polêsine.

Contrariamente a muitas festas regionais, a Festa Regional do Arroz, que está na sua 64º edição, em todos esses anos, não perdeu a sua essência, cumprindo com uma variada programação que começa com a missa, indo para o ponto alto da festa, que é o desfile de carros alegóricos, benção das máquinas e implementos agrícolas, o almoço italiano, uma bem sortida copa, festejos populares e a constante alegria da população pela produção alcançada pelo esforço da comunidade no cultivo da maior riqueza da região: o arroz.

O desfile de carros alegóricos constitui-se no ponto alto da festa porque representa tudo que os primeiros imigrantes tiveram que enfrentar na colonização da região: o trabalho na terra, derrubadas de matas virgens, o preparo do solo, o plantio, a colheita, a comercialização, tudo isso mesclado com o esforço de manter acessos seus usos e costumes. A indústria caseira e os produtos coloniais, o maquinário antigo e as mais modernas técnicas do cultivo orizícola desfilam na Avenida São João, trazendo admiração aos visitantes e recordações aos mais antigos, revivendo a história de um passado sempre vivo na memória do povo e projetando o progresso de um futuro bem próximo, alicerçado no trabalho e na perseverança de uma comunidade acostumada a construir desenvolvimento.  

- Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica (CAPPA)

O Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia/Universidade Federal de Santa Maria (CAPPA/UFSM) é destinado à atividade acadêmico/científica e a divulgação da paleontologia em nível regional, estadual, nacional e internacional, além de importante peça para a estruturação de um geoparque para a região.

Instalado no município de São João do Polêsine (Quarta Colônia), em razão da riqueza do Patrimônio Paleontológico de toda a região, que possui afloramentos de rochas do Triássico, abundantes em fósseis de vertebrados, invertebrados, plantas e icnofósseis.

Sua sede foi idealizada e construída pelo Condesus em 2007 e, em 2010, passou a fazer parte da Universidade Federal de Santa Maria, sendo inaugurado em 2013, quando começou a funcionar efetivamente como órgão suplementar do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE). Esse centro tem como objetivo dar suporte à pesquisa paleontológica na Quarta Colônia, RS. A ênfase nesta região se dá pela grande abundância e relevância científica de fósseis do período Triássicos provenientes dessa região.

Além disso, o CAPPA possui a missão de mapear novos sítios fossilíferos, monitorar os locais já conhecidos, coletar e preservar fósseis de vertebrados e plantas. O centro também dá apoio ao desenvolvimento da pesquisa nas áreas de paleontologia e geologia, bem como áreas relacionadas interessadas em atuar nos sítios fossilíferos da Quarta Colônia. 

- Geoparque Aspirante Quarta Colônia

O Geoparque Quarta Colônia Aspirante UNESCO é formado por nove municípios da região central do Rio Grande do Sul (Brasil): Agudo, Dona Francisca, Faxinal do Soturno, Ivorá, Nova Palma, Pinhal Grande, Restinga Sêca, São João do Polêsine e Silveira Martins. Este é uma iniciativa do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável da Quarta Colônia (Condesus) e da Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Atualmente, já possui uma trajetória e condições para a efetivação da proposta, dentre elas, a singularidade geológica (pré-requisito indispensável para o pleito) e principalmente, interesse da comunidade acadêmica e técnico-administrativa da UFSM e da gestão do Condesus Quarta Colônia em contribuir com a população desses lugares na construção de tal estratégia de desenvolvimento endógeno regional. 

Sua intenção é implementar e coordenar uma proposta de geoparque no território da Quarta Colônia visando novas alternativas para a economia regional, de forma sustentável, por meio da conservação do patrimônio natural e cultural, da educação para o meio ambiente, incentivo à geração de renda através de iniciativas públicas, privadas ou mistas e do turismo regional. 

Os nove municípios que compõem a Quarta Colônia, apresentam uma condição ímpar dentro do Brasil para a criação de um Geoparque. Isso se dá pela beleza natural das suas paisagens, da abundância de água de seus rios e de suas cascatas, da raridade dos fósseis ali encontrados - que testemunham as mudanças ambientais do planeta nos últimos 250 milhões de anos - e pela cultura preservada dos seus imigrantes. Esses conjuntos de características, se bem articuladas, podem permitir que essas comunidades possam deixar, às próximas gerações deste planeta, um futuro em que a qualidade de vida esteja em sintonia com a conservação da sua cultura e com a sua herança geopatrimonial.

No ano de 2018 algumas iniciativas já ocorreram na UFSM e nos territórios para a efetivação desse projeto. Foram realizadas reuniões ampliadas internas e outras específicas com os gestores municipais da Quarta Colônia (Condesus). Já em 2019, com o intuito de dar prosseguimento ao projeto e estreitar parcerias junto aos municípios, 14 (quatorze) projetos de extensão iniciaram as suas atividades nas áreas que integram os futuros geoparques e em 2020 e início de 2021 esse número cresceu para 32 (trinta e dois) projetos de extensão, abrangendo mais áreas de atuação desde o teatro e outras artes, até a culinária e gastronomia, línguas, história, arqueologia, paleontologia, bem como a geologia e biodiversidade destes locais. 

Também foram organizados eventos educativos e turísticos para a preservação de uma memória coletiva, por meio da troca e construção de saberes com pessoas locais, convidados nacionais e internacionais e extensionistas parceiros dos geoparques. Além disso, por meio dessas iniciativas, o Geoparque Quarta Colônia Aspirante UNESCO visa, ainda, a auxiliar na profissionalização de produtores locais, na preservação de seus patrimônios, no compartilhamento de suas heranças e na celebração de suas produções artísticas ligadas aos diferenciais encontrados nessas regiões. 

Através da apropriação do conceito de geoparque pela comunidade, da capacitação de profissionais e microempreendedores, da pesquisa, da extensão, da memória cultural e da articulação das entidades que fazem parte da gestão da proposta do Geoparque Quarta Colônia, da universidade junto ao poder público local, entidades e sociedade civil organizada, a proposta vem se tornando a cada ano mais próxima de se concretizar efetivamente como um Geoparque Mundial da UNESCO.

Site Institucional do Geoparque Quarta Colônia: ufsm.br/pre/geoparque-quarta-colonia

GASTRONOMIA

A gastronomia do município é farta e genuinamente colonial. Atualmente, a gastronomia local compõe-se da culinária de herança italiana, com significativa diversidade de pratos típicos e peculiaridades de temperos, aromas e sabores que você poderá encontrar nos mais diversos festejos das comunidades, nos restaurantes, cafés, padarias, agroindústrias locais, e até mesmo nas refeições das casas de descendentes de imigrantes ou nos temperos que compõem os lanches e petiscos de bares e lancherias.  

A venda de produtos orgânicos e de fabricação caseira complementa a oferta que é diversificada e composta por bolos, pães, massas caseiras, cucas, queijos, salames, bolachas, rocamboles, doces em caldas, geleias, frutas, vinhos, cachaças, sucos, rapaduras, melado de cana e outras delícias de São João do Polêsine. Se você é apaixonado por uma boa mesa lembre-se de provar estas delícias, frequentar os restaurantes típicos, ou mesmo participar das festas religiosas nas comunidades para provar a famosa sopa de agnolini, o bife à milanesa, o galeto, os risotos, a polenta e o radicci bem temperado e preparados com carinho e tradição.

MEIOS DE HOSPEDAGEM

Confira a seguir algumas dicas de Meios de Hospedagem em São João do Polêsine:

  • Casa de Retiros Nossa Senhora de Lourdes - Irmãs do Imaculado Coração de Maria

Endereço: Distrito de Vale Vêneto – Distante 12 km da sede. (ver em google maps)

Contato: (55) 3289-1006

E-mail: casaretironslou@gpsnet.com.br

Redes Sociais: Facebook | Instagram

Horário de Atendimento: 24h.

  • Pousada Recanto

Endereço: Rua Recanto Maestro – 443 | Distrito Recanto Maestro – Distante 16 km da sede. (ver em google maps)

Contato: (55) 99920-3487 ou (55) 99966-9971 | Whatsapp

E-mail: atendimento@pousadarecanto.com

Site: www.pousadarecanto.com

Redes Sociais: Facebook Instagram

- Possui acessibilidade

Horário de Atendimento: 24h

Com Registro na Base de Dados do Sistema de cadastros dos Prestadores de Serviços Turísticos (CADASTUR) e Selo Turismo Responsável.

  • Hotel Capo Zorial

Endereço: Rua Recanto Maestro – 130 | Distrito Recanto Maestro – Distante 16 km da sede. (ver em google maps)

Contato: (55) 3289-1143 ou (55) 99902-5950

E-mail: atendimento@hotelcaopozorial.com.br; financeiro@hotelcaopozorial.com.br;

Site: Hotel Capo Zorial

Redes Sociais: Facebook | Instagram

Horário de Atendimento: 24h.

Créditos das fotos: Arquivo Prefeitura Municipal de São João do Polênise.

Mais fotos

SANTIAGO

"História e Atrativos Turísticos"
23 Setembro 2021

SANTIAGO, quem no Rio Grande do Sul já não ouviu falar em Santiago? Senão pelos seus encantos, também pela famosa trova imortalizada pelo lendário Jayme Caetano Braum: "Santiago do Boqueirão, povo bandido e ladrão...". Tal frase, dita na metade do século passado em praça pública cutucou o bairrismo com a ponta da faca. Depois de uma breve (e provocativa) pausa dramática, ele completou o verso: "...Mataram minha saudade. Roubaram meu coração!". Do espanto total, veio a alegria geral.

Nas décadas seguintes, Santiago se tornou conhecida como Terra dos Poetas. Aqui nasceram e viveram muitos escritores, como Caio Fernando Abreu, Aureliano de Figueiredo Pinto, Túlio Piva, Oracy Dornelles e outros tantos. Assim, reconhecendo a importância da cultura em sua história e para o seu desenvolvimento.

De origem missioneira e mesclada com as influências culturais das famílias que vieram da Europa, Santiago tem um passado marcante. E é também uma cidade com o olhar voltado ao futuro, que respira a modernidade e está aberta às inovações. Terra de gente hospitaleira, que deixa todos à vontade com suas praças, suas ruas largas e limpas, as opções gastronômicas, as atividades culturais, a variedade comercial e a eficiência do setor de segurança.

Com grande vocação para o turismo, Santiago possui atrativos naturais como distrito de Ernesto Alves, banhado pelas águas do rio Rosário e berço da imigração italiana; a Estação do Conhecimento, que outrora abrigou a Estação Férrea, que representou o crescimento do município e hoje abriga o Departamento de Cultura, o Parque Ambiental Zamperetti, com ampla área de mata nativa, lago artificial e ponte pênsil, além da Rua dos Poetas, um cenário urbano a céu aberto onde os visitantes podem se guiar pela vida e obra daqueles que escreveram e cantaram a terra dos poetas, uma cidade que inspira a visitação e que desde 2011, integra a rede internacional de Cidades Educadoras. 

Créditos das fotos: Márcio Brasil

CACHOEIRA DO SUL

"História e Atrativos Turísticos"
10 Setembro 2021

CACHOEIRA DO SUL, quinto município criado no Rio Grande do Sul, um dos quatorze municípios farroupilhas, é berço de personalidades ilustres da história, como Ramiro Barcelos, João Neves da Fontoura, Aurélio Porto, Liberato Salzano Vieira da Cunha, Nero Moura, Cabo Toco e Aparício Borges. Localizada no centro do Rio Grande do Sul, à margem esquerda do rio Jacuí, Cachoeira do Sul dista 196 km de Porto Alegre, capital do Estado. Com terras férteis e a presença do rio, as principais atividades econômicas são a agricultura e a pecuária. A população cachoeirense (cerca de 85.600 habitantes) é uma mescla de várias etnias. A partir de 1750, esta região foi ocupada por soldados portugueses vindos de São Paulo e que receberam sesmarias do governo de Portugal. A seguir, chegaram açorianos, enviados para o Brasil devido à explosão demográfica e à escassez de terras aráveis no Arquipélago dos Açores. Em 1769, índios guaranis catequizados foram aldeados no local até hoje chamado Aldeia. Estes índios vieram com o objetivo de fornecer mão-de-obra para a nova povoação que surgia. É desta época o primeiro nome oficial: Capela de São Nicolau. Durante este tempo e ainda depois, chegavam negros escravos, pois a escravidão sustentava o modo de produção na época. Em 10 de julho de 1779, a povoação foi elevada à freguesia com o nome de Freguesia de São Nicolau da Cachoeira de San José (Bispado do Rio de Janeiro, Comarca de Nossa Senhora do Rosário de Rio Pardo) e dois anos depois passou à invocação de Nossa Senhora da Conceição. A imigração alemã ocorreu a partir de 1857; a imigração italiana, próximo a 1880. Além destes dois povos - alemães e italianos - vários outros chegaram ao município. Árabes, no primeiro quartel deste século, japoneses, em meados da década de 1950, judeus, que deixaram a cidade nos 1960, e os palestinos nos nossos dias. A título de esclarecimento, informamos que o nome de Cachoeira surgiu no século XVIII e deve-se à Cachoeira do Fandango, uma das corredeiras que existiam no rio Jacuí. O Alvará de D. João VI, datado de 26 de abril de 1819, emancipou a então Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Vila de Rio Pardo. A instalação do município e eleição dos primeiros vereadores ocorreu em 5 de agosto de 1820, com a adoção do  nome de Vila Nova de São João da Cachoeira, sendo esta a data escolhida para comemoração do seu aniversário. Em 15 de dezembro de 1859 o município foi elevado à categoria de Cidade, recebendo o nome de Cachoeira. Em 1944 foi adotada a denominação definitiva de Cachoeira do Sul. A Semana de Cachoeira ocorre, anualmente, entre 8 de dezembro, dia da padroeira Nossa Senhora da Conceição e 15 de dezembro, data da elevação à cidade.  

Principais atrativos turísticos:

  • PONTE DO FANDANGO
  • CHATEAU D'EAU
  • CATEDRAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO
  • MUSEU MUNICIPAL EDYR LIMA
  • JARDIM BOTÂNICO E ZOOLÓGICO
  • PONTE DE PEDRA
  • FAZENDA TAFONA
  • TEMPLO MARTIN LUTERO
  • IGREJA MATRIZ DE SANTO ANTÔNIO
  • PALÁCIO LEGISLATIVO JOÃO NEVES DA FONTOURA
  • CASA DE CULTURA PAULO SALZANO VIEIRA DA CUNHA
  • FONTE DAS ÁGUAS DANÇANTES ARTIBANO SAVI

SITE:

www.cachoeiradosul.rs.gov.br

TURISMO:

BLOG:

 www.visitecachoeiradosul@blogspot.com

FACEBOOK:

 https://www.facebook.com/Visite-Cachoeira-do-SulRS-104717487932454/

MUSEU DO SUÍNO: 

www.museudosuino.org

ZOOLÓGICO:

https://www.cachoeiradosul.rs.gov.br/portal/noticias/0/3/4743/zoologico-municipal-de-cachoeira-reabre-amanha-para-o-publico

MUSEU MUNICIPAL:

https://www.facebook.com/104691494346276/

https://instagram.com/museucachoeiradosul?utm_medium=copy_link

COMTUR:

https://www.facebook.com/Comtur-Conselho-Municipal-de-Turismo-de-Cachoeira-do-SulRS-100219062304774

FAZENDA TAFONA:

https://fazendadatafona.wordpress.com

Créditos das fotos: Arquivo da Prefeitura Municipal de Cachoeira do Sul

Eventos turísticos da cidade ( 15,55 MB )